15/01/2007

razões...

Diz o Poeta que o Amor tem razões que o próprio Amor desconhece.
Não será isto verdade? Ou será puramente ideológico, metafísico, platónico?
Não sei.
Tanto não sei que penso que a razão tudo domina, que a razão me deixa, ou não, amar alguém. Amar de todo o coração, de toda a vontade, com toda a vontade.
Já amei. Não. Já me deixei amar. Já me autorizei a pensar que amava alguém! Uma só pessoa foi digna de tal pensamento, foi digna de tal frase, mas... agora que penso... será que foi digna? Será que merecia ouvir o mais sincero sussurro de mim? Será que mais tarde mereceu o meu grito de felicidade quando lho voltei a dizer? Será que, enquanto lho implorei, mereceu ouvir?
Não sei.
Sei que eu tinha de o dizer. Não era segredo. Não era mentira. Era Amor. Era algo que brotava em mim, algo que nasceu porque a minha Razão mo permitiu, porque a minha cabeça achou que era tempo de amar. Porque a minha Razão baixou os braços e deixou o Amor entrar. Porque a minha Razão disse que finalmente eu teria de amar, teria de perder esse amor e sofrer por Amor. Tudo isto para ela me mostrar que se fôr ela a dominar não há sofrimento... não há dor.. não há nada de mau.
Mas aí o Amor vem ao de cima, mas aí o Amor que há em mim zanga-se, então mas... se não há amor, então não há alegria, não há sorrisos, não há beijos, não há nada... Então.. então... será que vale a pena viver dominada pela Razão? Ou será que a razão me deixa viver satisfeita, mas não feliz?
A minha razão diz-me para viver assim. Sem algo de muito bom, mas também não tenho nada de mau.
O meu amor diz-me para viver só com ele, só vivendo plenamente é que viverei bem!
E eu o que digo? Digo que procuro... procuro o equilíbrio entre a Razão e o Amor, entre o estar satisfeita e o ser feliz. Digo que procuro...
Procuro-te a TI.

4 comments:

  1. rsrsrs

    Bela reflexão, cheia de uma grande dose de realismo

    Digno de vc

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  2. Claudia Lyra12:42

    Que bonito! E mostra tanta madureza... gostei mesmo.

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  3. eu acho que razão e amor não combinam...

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  4. Pois... Felizmente (ou infelizmente), SENTE-SE! E não há como o arrancar do nosso coração quando para lá se muda de armas e bagagens!!!
    Gostei! ;)

    Beijinhos

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