04/07/2006

dias...

Há dias em que parece que o tempo anda ao contrário e tudo o que vejo e sinto me parece igual. Uma música muito repetida que já nem consigo perceber as palavras de tantas vezes que a ouvi, já nem a ouço de tão presente na minha vida que ela está... Ela está aqui, sempre a tocar no meu ouvido, quando presto mais atenção ouço-a novamente, sei que está aqui e atormenta-me profundamente.
Há coincidências que me fazem prestar atenção a outras coisas, que me fazem lembrar momentos alegres, alturas em que o sorriso fazia parte de mim, em que o sorriso era imagem de marca... agora... agora a música que ouço não me deixa voltar a sentir o sorriso, afasta-o de mim como se de uma coisa má se tratasse.
Há coincidências que me fazem prestar atenção ao que a seguir se passou... tempos de sofrimento, tempos de dor que já tinham passado, mas que nesta altura voltam... voltam e não se afastam durante algum tempo.
Nesta altura fujo daqui, fujo da rotina que aqui se instala. Já se tornou um hábito esta fuga, mas é a única que faz sentido. Será que daqui a uns anos será também essa uma rotina? Preciso de ir para onde tudo faz sentido. Onde eu pertenço e onde tudo começa sempre a fazer sentido.
Preciso de lá ir. Preciso de mim. Preciso de saber para onde vou.

3 comments:

  1. Puxa... difícil até de comentar. Esse sentimento de precisar de si próprio pode ser angustiante. Mas, só assim a gente cresce.

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  2. É mesmo! Espero estar a amadurecer e a aprender ainda mais sobre mim. É preciso todos os dias!

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