Showing posts with label devaneios. Show all posts
Showing posts with label devaneios. Show all posts

25/03/2013

Um poema

Hoje li um poema. Li e sorri.
Hoje li um poema e pensei: que bonito.
Hoje li um poema e pensei: já não dói. Há muito tempo que não dói.

Hoje li um poema.

Do teu passado 
não tenho ciúmes.

Vem com um homem
às costas,
vem com cem homens nos cabelos,
vem com mil homens entre o peito e os pés, 
vem como um rio
cheio de afogados
que encontra o mar furioso,
a espuma eterna, o tempo!

Trá-los a todos
ao lugar onde te espero:
estaremos sempre sós,
estaremos sempre, tu e eu,
sozinhos sobre a terra
para começar a vida!

Pablo Neruda


Hoje li um poema e lembrei-me que foi este poema que me enganou.

24/01/2012

química

Há uns dias disseram-me que nos tinham acompanhado durante algum tempo. Que tinham acompanhado o nosso início e que era claro que tínhamos química... Parecia mesmo que era suposto estarmos juntos. Mas nós deixámos de falar, afastámo-nos porque assim teve de ser.

Gostava de não ter tido esta pequena conversa, gostava de não ter sabido da química que existia entre nós. Gostava porque assim recordo tudo aquilo que não foi dito para terminar aquilo que nem sequer chegou a começar a existir. Recordo todas as lágrimas que não te mostrei e todo o meu ar zangado e triste que me acompanhou, como se de um castigo se tratasse. Recordo que não me disseste, não me avisaste, não me deixaste ver o que querias fazer. Aconteceu.
Hoje com uma pequena conversa tudo aquilo que não te disse, que não me disseste voltou a aparecer na minha mente. Tudo aquilo que eu sempre achei que tu me tinhas de dizer e não o fizeste, tudo, mesmo tudo.

Gostava mesmo que tivesses viste o meu ar de desapontada. Que me tivesses acompanhado nas noites e dias sem dormir e nas lágrimas que verti.

Gostava. Mas sei que assim não te podia ter escondido naquele local onde estás. Sei que ali não mexo e não me incomodas. Estás ali, sempre presente como um ressentimento que tenho, como algo que nunca consegui atingir, mas sei que agora, hoje, já não gosto de ti. Sei que a química está lá, mas sei, não te quero.

02/10/2011

Mulheres com mais de 30 anos

Há coisas que já tinha notado a diferença, mas outras também acontecem. Aqui, bem explicadas!


"Para todas as mulheres com mais de 30 anos... e para aquelas que têm medo de entrar nos 30... e para os homens que têm medo das mulheres com mais de 30!
À medida que vou envelhecendo, valorizo cada vez mais as mulheres com mais de 30 anos, porque:

- Uma mulher com mais de 30 nunca te acordará a meio da noite para perguntar "Em que é que estás a pensar?". Ela não se importa com o que tu pensas.

- Se uma mulher com mais de 30 não quer ver o jogo de futebol, não se senta a teu lado a lamentar-se. Ela faz alguma coisa que queira fazer e, por vezes, é algo mais interessante.

- Uma mulher com mais de 30 conhece-se suficientemente bem a si própria para estar certa de quem é, o que quer e de quem o quer.

- Poucas mulheres com mais de 30 anos ligam alguma ao que tu possas estar a pensar sobre ela ou sobre o que ela está a fazer.

- As mulheres acima dos 30 têm dignidade. Raramente terão uma discussão aos gritos contigo na ópera ou no meio de um restaurante chique. No entanto, se tu mereceres, não hesitarão em dar-te um tiro.

- As mulheres mais velhas são generosas nos elogios, muitas vezes não merecidos. Elsa sabem o que é não ser apreciado.

- Uma mulher acima dos 30 tem segurança suficiente para te apresentar às amigas. Uma mulher mais nova acompanhada de um homem ignora frequentemente até a melhor amiga porque não confia no homem perto de outra mulher. Uma mulher com mais de 30 não se podia estar mais nas tintas se tu te vais sentir atraído pelas amigas dela, não porque confie em ti, mas porque sabe que elas não a trairão.

- As mulheres tornam-se psíquicas à medida que envelhecem. Nunca terás de confessar os teus pecados a uma mulher com mais de 30. Elas sabem sempre.

- Uma mulher com mais de 30 fica bem a usar um batom vermelho brilhante. O mesmo não se aplica às mulheres mais novas.

- Depois de ultrapassares uma ou outra ruga, vais ver que uma mulher com mais de 30 anos é de longe mais sexy do que qualquer outra colega mais nova.

- As mulheres mais velhas são correctas e honestas. Dizem-te imediatamente que és um idiota se te estiveres a comportar como tal. 

- Sim, nós elogiamos a mulher com mais de 30 por várias razões. Infelizmente, não é recíproco. Por cada bela, inteligente, segura e sexy, mulher com mais de 30 anos, existe um careca, barrigudo, em calças amarelas a fazer figura de parvo com uma empregada de mesa de 22 anos!"


Escrito por Andy Rooney, apresentador do programa da CBS "60 Minutes", mas roubado daqui.

14/09/2011

Hoje

Ontem pensei num post completo. Sabia como começá-lo e sabia exactamente o que queria escrever. Sabia que palavras usar porque o repeti em voz baixa para mim. Sabia claramente que tempos verbais usar, mesmo cometendo os mesmos erros que costumo cometer quando as palavras me saem do coração e ficam atabalhoadas pela falta de ar com a urgência de as dizer
Sabia... Ontem sabia o motivo pelo qual eu escrevia.
Sabia... Ontem... Hoje já nem sei. Hoje já não consigo reproduzir o que ontem teve de sair do meu peito enquanto as lágrimas rolavam pela minha cara.
Hoje já não sei o motivo específico daquelas lágrimas.
Hoje sei que se quisesse conseguia pensar naquele ou no outro tema que me traria lágrimas novamente à almofada.
Hoje sei que conseguia chorar, se quisesse.
Mas ontem... Ontem sabia exactamente a razão.

23/04/2011

Amor, Amore, Love, Amour, Liebe

"O Amor em Portugal é um sopro ou um segredo, mas nunca é um grito. Os portugueses escondem a palavra "Amor" debaixo da língua ou atrás dos dentes como se tivessem vergonha de a soltar e, não vá ela morder alguém, quando a deixam vir cá fora espreitar amordaçam-na com o acento circunflexo (ô) que está lá mesmo sem estar.
Já os ingleses dizem "Love" como quem vai beber uma Pint a um pub, o que torna a palavra um tanto ou quanto banal. Aplicam o "Love" tanto a uma pessoa como a um objecto qualquer. Se uma inglesa me disser
"I Love you" alguma vez na vida, ficarei sempre na dúvida se ela me ama ou se me quer comprar. A palavra "Love" não se esconde como a palavra "Amor", mas circula de boca em boca como um bêbado solitário o faz nas ruas de Londres: sem dar cavaco a ninguém.
É por isso que gosto da Itália, onde "Amore" é tão grande que é difícil escondê-la onde quer que seja, quanto mais num canto da boca ou atrás dos dentes. O "Amore" é aberto e confirma-se sempre com o
"Io te voglio tanto bene" para que não restem dúvidas e para que a coisa venha com garra.
A garra, precisamente, é o que falta aos franceses. O "Amour" nunca vem só, é servido numa taça com champanhe, flores e caviar como se só pudéssemos ter o seu usufruto se lavássemos primeiro as mãos e nos vestíssemos apropriadamente. Exactamente o contrário dos alemães, cujo "Liebe" parece ter tesão para pouco mais de cinco minutos.
A forma como se diz "Amor" quer dizer tudo sobre um povo, e se é verdade que nós não somos capazes de gritar como os italianos, não nos queremos vulgarizar como os ingleses, não somos de floreados como os franceses nem martelamos como os alemães, também é verdade que segredamos como ninguém.
O nosso "Amor" é assim, um segredo que vagueia entre a louca nudez de um dia de Verão e a tristeza momentânea de um dia de chuva. Somos assim. Eu sou assim. De facto tenho orgulho nisso, num Amor que é  tão saboroso quanto melancólico e que só se dá quando os lábios se aproximam do ouvido e dizem: "Eu Amo-te!"."


do bagaço amarelo no não compreendo as mulheres

14/01/2011

Um novo ano

Mudanças... Algumas...

Vontades? Muitas!

Um aperto no coração? Enorme.

Uma vontade de ir? Grande!

please take me back to the start

19/08/2010

O silêncio...

Resguardo-me no silêncio como se um salva-vidas fosse, que me tira do remoinho que me puxa para baixo no mar.
O silêncio acompanha-me na agonia do viver. Acompanha-me enquanto penso naquilo em que a minha vida se transformou.
O silêncio arrasta-me para a solidão e mostra-me que consigo viver sozinha. O silêncio guia os meus passos pelo meu dia como um GPS que me leva ao destino.
O silêncio guarda-me e aconselha-me.
O silêncio é agora o meu fiel confidente que me ensina a viver comigo.

02/08/2010

Tristeza...

Gostava que esta tristeza saísse de mim, que fosse retirada por uma mão pousada no meu peito.
Gostava que de um momento para o outro o sorriso voltasse aos meus lábios e soubesse qual o caminho a seguir.
Gostava que a felicidade me voltasse a encontrar e me desse o alento que preciso para continuar o caminho.
Gostava que a tristeza que não me deixa sair de casa desaparecesse de mim, me abrisse a porta da rua e me enviasse para a rua ao encontro da felicidade.
Gostava que apenas bastasse abrir a porta, para que o negrume que assombra o coração desaparecesse e o azul do céu viesse a o tomasse de assalto.
Gostava de já não estar triste. Gostava de saber por que estou assim...
Gostava apenas... de ser feliz!

Paolo Nutini

01/02/2010

Perto de mim...

Na televisão passam histórias de amor.
De amor tórrido, de amor carinhoso, de amor fraternal, de amor apaixonado... de amor.
Mostram pessoas que se amam, quer seja por 15min, quer seja durante 10 anos, ou mesmo para sempre.
A história do felizes para sempre existirá mesmo?

O que é o sempre? É aquele momento que parece não acabar mas do qual somos interrompidos com a dura realidade ou não é mais do que aquele momento em que duas pessoas, e apenas duas pessoas, querem viver. Aquele momento em que aquelas duas pessoas sabem que querem estar uma com a outra. Sabem que querem ficar ali, presas àquela felicidade que lhes parece ser para sempre.

Também eu quero um momento assim. Não quero viver um momento parecido, não quero estar quase assim... Quero um momento que seja interminável. Quero um momento em que palavras não sejam ditas, mas com o toque e com o olhar eu saiba que é ali que tenho de estar. És tu o meu happily ever after.

Quero-te perto de mim. Quero-te ali. Porque quero-te para sempre.

06/10/2009

Quero...

Acordar assim. Ser despertada pelo teu beijo suave. Pelo teu abraço apertado.
Quero saber que sou tua e tu apenas meu.
Quero sentir o teu peito nas minhas costas.
Quero sentir a tua respiração no meu ouvido.
Quero que me digas bom dia com o sorriso que te vem de dentro.
Quero.
Quero dormir contigo abraçado a mim, como se o mundo terminasse se nos separassemos.
Quero sentir-te ali, perto de mim, junto a mim.
Quero.

23/09/2009

O Alentejo. A cor. O calor. O sol.

22/09/2009

from the web

porque agora as palavras me têm escapado...
porque agora estou assim...
porque me apenas deixo ir...
porque há muito que fechei os olhos...
porque quero apenas ir.




12/08/2009

from the web...



I wish I could...

03/08/2009

Hoje...

Sei que é o dia do teu aniversário.
Sei que o dia de hoje marca o teu nascimento.
Mas não sei, não sei mesmo... se te vou deixar saber que o sei.
Ainda não sei. Ainda tenho tempo.

23/05/2009

cheiro...

Hoje o cheiro de terra molhada inunda-me o quarto. Ainda não choveu, mas ameaça e o cheiro mostra que está para breve... para muito breve...

Este cheiro faz-me pensar no que ontem disse de ti... Lembrei-me de ti porque se falava no estereotipo a que pertences e disse que essa ideia era errada, com base no meu conhecimento.
Disse que daquilo que conhecia não era assim e que por muito que se pensasse que tudo era correcto e bom, nada disso era real. Pessoas são pessoas. Cada uma tem a sua maneira de ser e de pensar.

Não quis estragar aquele estereotipo criando outro, mas penso que o fiz. Penso que anulei aquelas ideias e pus lá outras, mas o que queria era apenas dizer que cada pessoa tem a sua maneira de agir, não importanto a sua profissão, não importando os seus gostos musicais, não importando a cor da sua roupa.

Lembrei-me de como esperava algo de ti por tu pertenceres àquele estereotipo, mas como te encaixei logo noutro, como se de uma gaveta se tratasse, tirei-te de uma e enfiei-te noutra, à pressa, numa gaveta já cheia e que me custa abrir cada vez que preciso.

Estás lá, naquela gaveta. Abro-a poucas vezes, mas sei que lá estás, sei que estás lá misturado com outros do mesmo género. Naquela gaveta onde raramente se mexe, porque não preciso de nada que lá esteja. Mas ontem precisei de falar de ti, só para que se visse que nem tudo era assim, nem todos eram assim.

Ri-me quando disse o tempo que passou. Quando lhes contei como tudo se passou. Ri-me quando eles olharam para mim com aquele ar de que uma pessoa de quem eles gosta está a sofrer, disse-lhes que já não doía. Disse-lhes que estava bem. Há muito tempo.

Já não sinto a tua falta, mas quando te vejo fico com aquela sensação de te querer contar como vai a minha vida, de te contar o que tenho feito, de te perguntar o que se passa contigo, porque já não pareces o mesmo. Quando te vejo, vejo uma lembrança daquilo que foste, vejo apenas resquícios daquilo que eras quando te queria bem. Vejo-te cansado, vejo-te distante e apenas estou contigo uns míseros minutos que a conversa de circunstância permite.

Ontem falei de ti. Abri a gaveta, mas fechei-a logo, porque não precisava nada dela...

10/03/2009

por inteiro

Hoje sei que estou triste.
Sei que me fazes falta, mas que só a mim posso culpar.
Sei que estavas ali, presente como a minha sombra, mas que eu te mandei embora. Empurrei-te para que não me visses mais. Empurrei-te para não sofrer, mas sei que hoje só tu me compreenderias.
Hoje só tu me poderias ajudar e animar.
Sei que só tu hoje me dirias que vai ficar tudo bem. Mas eu sei que vai...

Não te quis aqui, comigo... Não te quis assim porque te quero. Quero-te muito, por isso não te posso ter comigo.

Quero-te por inteiro e sei que não posso. Por isso, não te quero... Não hoje, não agora... A minha vontade é mais forte que o meu coração. Não te quero, porque te quero só e só para mim.

16/02/2009

Chegar de viagem...

Há coisas que quero sempre adiar... Para além da óbvia realidade em que vivo e que quero às custas esquecer, há uma situação que adio até não conseguir mais.
Desfazer a mala depois de chegar é para mim um penoso exercício arrumação.
Não é penoso pelo abrir de gavetas e dispor nelas a roupa que foi em excesso.
Não é penoso pelo ter de ir voltar a pôr a mala naquele sítio escondido, pronta para qualquer outra altura.
Não é penoso pelas roupas que precisam de ser lavadas.
É penoso porque aquela viagem ficou para trás. Quer tenha sido curta ou longa. Quer tenha sido inteiramente do meu agrado. Quer mesmo antes de chegar já sinta a falta dos rostos, dos sorrisos, dos sotaques...
Quero adiar ao máximo esse momento. Desfazer a mala é deixar para trás aquela viagem, aquele momento em que fui feliz, em que fui quase feliz ou que pura e simplesmente não valeu a pena.
Desfazer a mala é deixar para sempre aquele momento. É andar para a frente. É continuar a andar.
Mas chega um momento em que preciso de andar para a frente. Em que preciso de continuar com a minha óbvia realidade. Penso na viagem como um sonho, como um sonho bom e desfaço a mala. Lembro-me dos rostos, dos sorrisos, dos comentários, dos novos e dos já conhecidos. Lembro-me e enquanto desfaço a mala hoje, lembro-me.
Lembro-me que soube a pouco. Lembro-me que queria mais. Lembro-me que o sorriso voltou e vai ficar.
Lembro-me e quero mais.

03/02/2009

Pride and Prejudice



It is a truth universally acknowledged, that a single man in possession of a good fortune, must be in want of a wife ...

Is it really??


É destes livros que gosto e que me fazem lê-los e relê-los outra e outra vez...

Gosto de pensar que o amor será sempre assim... Um desafio no qual teremos de abrir os nossos olhos e descobrir que sempre ali esteve.
Uma mudança interior, quase imperceptível a princípio, mas arrebatadora quando se tem noção do que é exactamente.
Gostava de me sentir assim, novamente... Como se o mundo desaparecesse, como se o tempo parasse, como só tu e eu existíssemos, como se o nosso olhar fizesse os nossos corações bater em uníssono.
Tenho esta ideia romântica do amor. Do amor só. Sem preocupações, sem pensar no passado, sem pensar no futuro... Só ali, naquele momento, tudo interessava.
Sei que não será assim.
Sei que tudo o que está à volta importará e que será isso que nos ditará o nosso nós.
Sei-o. Mas não quero saber agora.
Agora quero pensar em ser feliz. Quero pensar em ti e em mim. Quero estar contigo e ver se o mundo pára. Quero olhar-te e dizer-te que sim, que te amo.
Agora só queria a quem o dizer.

25/01/2009

Dor e sorriso...

20.01.2009
Hoje senti a tua falta quando me disseste que tinhas saudades minhas.
Sorri ao saber.
Sorri por saber.
Senti falta da tua voz... já nem sei se me lembro como é...
Senti falta dos teus olhos que brilham para mim e me seguem quando estou perto de ti...
Senti falta do teu jeito de miúdo envergonhado, que não sabe o que fazer com as mãos...
Senti falta do teu abraço... de te sentir perto de mim...
Senti falta de ti.

Sorri e fui lembrada das saudades que também sinto por ti.
Custou-me saber que não te posso toca, olhar, abraçar... Custou-me saber que estás longe e que por lá vais continuar.
Custa-me saber-te longe e inacessível... Custa-me saber que tens saudades minhas e que eu tenho saudades tuas... custa-me não estar contigo.
Dói-me saber que não sei quando estarei contigo.
Dói-me pensar que sinto a tua falta.
Dói-me saber-te longe.
Sorrio porque sentes a minha falta.
Dói-me sentir a tua falta.